História

FUNDAMENTOS NORTEADORES DA PRÁTICA EDUCATIVA DAS ESCOLAS DA REDE ISAAC NEWTON

As escolas da Rede Isaac Newton integram o Sistema de Ensino do Distrito Federal, tendo a sua filosofia educacional pautada nos seguintes fundamentos:

Fundamentos Ético-Políticos:

São vários os valores humanos que devem nortear o discurso e a prática pedagógica no dia-a-dia da escola. Tais valores devem ser interiorizados pelos integrantes da comunidade escolar: alunos, professores, pais, funcionários, entre outros, para que a escola possa efetivamente ser um dos locais privilegiados na formação de pessoas mais felizes e cidadãos responsáveis. Nós do Isaac Newton optamos por priorizar e defender em nossa fala e atitudes os seguintes valores:

Fundamentos Epistemológicos:

O compromisso das escolas Isaac Newton é com a formação do cidadão capaz de conviver com a complexidade do mundo moderno que passa por grandes transformações sociais, políticas e econômicas.

O homem – a essência humana – se faz pela história, pela existência. A sua transformação ocorre por meio da interação com o outro, com o mundo. O conhecimento se constrói na relação – interação – do sujeito com o meio físico e social. A aprendizagem ocorre a partir da interação do aluno – sujeito histórico – e conhecimento – objeto cultural.

Nas escolas, o conhecimento é entendido como um arcabouço sócio-cultural e científico construído pela humanidade ao longo de sua história e, a nível de seu trabalho pedagógico, como fundamental instrumento para a aprendizagem. Assim, o conhecimento é visto como ferramenta, instrumento do fazer, e não como mero “pano de fundo” do trabalho pedagógico. No dia-a-dia da escola, a construção desse conhecimento serve de âncora ou subsídio para a compreensão de conteúdos “novos”, a resolução de problemas e para lidar positivamente com situações inusitadas. Por esta visão, os conteúdos são, então, selecionados e trabalhados de forma a possibilitar o desenvolvimento de habilidades e competências cognitivas e sociais no discente.

Os conhecimentos são socializados e construídos numa relação de dialogicidade. A informação não é simplesmente “dada” como algo pronto. O processo ensino-aprendizagem ocorre a partir de questionamentos, debates, discussões, troca de vivências em que o aluno é levado a estabelecer suas próprias conclusões, fazer novas descobertas e invenções em busca de inovações. Assim, o professor não transmite o conhecimento, ele oportuniza sua construção/reconstrução pelo discente.

Em linhas gerais, portanto, o tratamento dado ao conhecimento, dentro e fora da sala de aula, é o de atribuir-lhe significação concreta, isto é, com o apoio da bagagem “cultural” do aluno possibilitar-lhe a construção de novos conhecimentos e, sobretudo, o desenvolvimento de competências e habilidades exigidas não só no ambiente acadêmico, mas também no seu dia-a-dia, pautando a prática pedagógica em uma postura construtivista sócio-interacionista.

Fundamentos Didático-Pedagógicos:

Visando à eficácia do processo ensino-aprendizagem por meio de técnicas variadas e dos conteúdos previamente selecionados, as relações didático-pedagógicas devem valorizar os seus participantes como pessoas e pautar-se pelos valores éticos-políticos já enumerados.

As relações didático-pedagógicas que se estabelecem nas escolas  não são restritas ao espaço da sala de aula, portanto o conhecimento que se pretende seja construído e assimilado, efetiva e significativamente, pelo discente também encontra espaço em ações extraclasse, como feiras de ciências, projetos sócio-culturais e outros.

O papel do professor nas relações didático-pedagógicas é de mediador entre o aluno, capaz de conhecer, e a verdade, que pode ser conhecida. Há um compromisso fundamental com o encontro do aluno-sujeito com o objeto próprio do ato de conhecer. Esta mediação acontece por meio do diálogo que se estabelece, na medida em que a sala de aula se constitui como um ambiente positivo, de aprendizado agradável e significativo.

A interação que ocorre em sala de aula é mais que um simples encontro professor-aluno em torno de uma tarefa de aprendizagem. É uma relação pedagógica em que se estabelece um contato interpessoal com base em propostas educacionais, modelos sociais e culturais, bem como em motivações, interesses e expectativas dos elementos envolvidos. Sendo uma relação pedagógica, visa à promoção do homem, ao desenvolvimento da capacidade de compreensão, de reflexão, de crítica e autocrítica. É uma relação vinculada a um contexto social e cultural e a um momento histórico.

A interação traz implícita uma relação dialógica entre professor e aluno, comprometidos, ao mesmo tempo, com o conhecimento e com a construção de uma sociedade mais justa, humana e solidária. Só é possível iniciar e manter este diálogo no ambiente acadêmico, sobretudo em sala de aula, na medida em que o mesmo se fundamentar em responsabilidade, liberdade, cordialidade, aceitação mútua e respeito recíproco, num clima favorável à aprendizagem, em que se reconheça a autoridade do professor sobre o grupo e sua responsabilidade para o processo de ensino e de aprendizagem.

Ao aluno é permitido dialogar, refletir, questionar e mesmo discordar em um ambiente de respeito mútuo, possibilitando a ele mesmo organizar suas ideias e valores, respeitados os limites da autoridade do professor, tornando-se responsável pelo estabelecimento de sua autonomia e de seus próprios direitos, não havendo lugar para dominações nem subordinações, em uma relação dialógica e dialética, caracterizada pela explicitação do que cabe a cada uma das partes.

A qualidade do ensino depende não somente da quantidade de informações, mas também do que o aluno é capaz de fazer de posse delas: refletir sobre elas, reelaborá-las e utilizá-las adequadamente, desenvolvendo permanentemente o espírito de busca e a curiosidade intelectual, promovendo o desenvolvimento harmônico de componentes cognitivos, afetivos e sociais.

Ao professor cabe promover o ensino por meio de uma ação eminentemente crítica e criativa, levando o aluno a questionar, comparando, sugerindo alternativas, abrindo perspectivas. Assim, permite ao aluno apropriar-se de novas formas de ação, de comunicação e lhe possibilita atribuir maior significado ao saber que adquire.

Ao aluno cabe aprender, construindo e assimilando o conhecimento, obtendo uma visão lúcida e unificada a seu respeito. Um aluno crítico transcende a sala de aula e estabelece uma relação íntima entre os conteúdos, o conhecimento e sua experiência trazida de fora. Esta criticidade ajuda a construir progressivamente a sua autonomia, delimitando o seu espaço no mundo do qual faz parte.

O aluno, portanto, deve participar efetivamente do processo ensino- aprendizagem, assumindo seus deveres como estudante, reconhecendo a corresponsabilidade no processo. As relações pedagógicas devem contar com a utilização de técnicas pedagógicas que, estimulando a participação dos alunos, fomentem processos mentais os quais associem o conhecimento à sua aplicação concreta e a experiências de vida.